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  • Pessoas que se consideram abençoadas serão entrevistadas todas as terças feiras, partir das 20 horas, na Web Rádio Castilho Católica.


A primeira Web Rádio Católica de Cambé, fundada em 2 de fevereiro de 2014, acaba de completar quatro anos e inicia na terça-feira, 1º de maio, mais um programa que promete cativar público de diferentes localidades do Brasil e do exterior. Com testemunho de pessoas que se consideram abençoadas na solução de um problema ou cura de uma doença, o novo programa estreia com a história de uma cambeense, chamada Elen, às 20 horas, em conversa com o criador da Web Rádio, Claudinei Aparecido Castilho, também de Cambé. O nome do novo pro- grama é “Eu Sou uma Benção, Eu Sou um Milagre”. A novidade acontece meses depois de concluído o novo estúdio, que recebeu o nome de Nossa Senhora das Graças. A Web Rádio Castilho Cambé é resultado da paixão pelo rádio herdada do pai, Clóvis, e a vontade de ser evangelizador que Claudinei alimentou e fortaleceu. Casado com Silvana e pai de dois filhos, ele nasceu no dia 5 de outubro de 1974. Foi graças à conversa com um amigo locutor que Claudinei, com a ajuda da esposa, colocou às 7 horas da manhã do dia 2 de fevereiro de 2014 a Web Rádio no ar. A primeira música foi Tempo de Vitória, com Ziza Fernandes. Como ele não sabia mexer com a lista de reproduções, foi obrigado a repetir a mesma música diversas vezes. Naquele tempo Claudinei se dividia entre a dedicação à Web Rádio e o emprego na cidade. Logo iniciou um programa próprio aos sábados, que exigia na edição muitos cortes e consumia até cinco horas para ficar pronto. Por algumas vezes pensou em parar com o projeto, pois além das dificuldades o acesso de internautas era reduzido. Numa manhã de sexta-feira tomou a decisão de parar, quando recebeu o pedido de uma amiga. Um conhecido dela estava em coma num hospital de Foz do Iguaçu. Naquele que seria o programa de encerramento, rezou pelo rapaz que estava adoentado e pediu a Jesus que visitasse o jovem naquele leito de hospital, “e que soprasse sobre ele o Ruah, o sopro de vida”. Na manhã seguinte, após o último programa ir ao ar, Claudinei acordou e viu no celular um reca- do da amiga: no momento em que a oração foi ao ar o rapaz saiu do coma. “Foi o sinal de Deus que a Web Rádio tinha que continuar”, afirma Claudinei. Atualmente a Web Rádio Castilho é mantida com a grade de programação fechada graças aos comunicadores voluntários como Marcos Gusmão, Nando Fogo, Maria Aparecida Figueiredo do  Cristma - Movimento Cristo Te Ama, Claudinei Silva, Dom Adair José Guimarães, Padre Ezequiel Dal pozzo, Padre Cleberson Evangelista e outros. O acesso passou a registrar pessoas de todo o Brasil e do exterior, como Timor Leste, Argentina, Colombia, Japão, Estados Unidos e outros países. Em agosto do ano passado Claudinei foi diagnosticado com um câncer maligno no céu da boca. Ele passou por duas cirurgias e por sessões de radioterapia. Afirma ter muita fé na sua cura e diz que o problema não está interferindo nesse projeto de Deus. A pessoa interessada pode participar do Grupo Amigo da Web Rádio Castilho Católica pelo Whatsapp. O telefone é (43) 99648-0594.



TUDO COMEÇOU COM SEU CLÓVIS




Clóvis Castilho tocava violão que aprendeu sozinho, de ouvido. A preferência era pela música sertaneja de raiz. Era tanto gosto que Clóvis acordava às quatro da manhã para escutar rádio. E ligava para as emissoras pedindo determinada música, pois embora tivesse a canção em casa gostava de ouvi-la no rádio. Quando era informado que a emissora não dispunha da música solicitada, Clóvis pedia ao filho que fizesse uma cópia. Depois chamava um motoboy e pedia que a cópia fosse entregue na emissora. Casado com dona Cleuza Constante Castilho, ambos geraram os filhos Claudinei Aparecido, Claudinéia Aparecida, Claudemir Aparecido e Claudirene  Aparecida. Clóvis trabalhou 35 anos na Universidade Estadual de Londrina, com limpeza. “Ele dizia não querer se aposentar porque morreria quando se aposentasse. E quando soube que seria aposentado ele morreu”, diz Claudinei. “Ele só faltou no serviço quando os filhos nasceram”, acrescenta. Certa vez um fotógrafo de Curitiba passou pela UEL, registrando cenas que pretendia usar em um concurso. Uma das fotos é de seu Clóvis, com a vassoura e demais apetrechos de limpeza, sob uma seringueira. Clóvis deixou para o filho o violão e uma grande coleção de CDs com músicas sertanejas de raiz.

Confira a matéria no link https://www.cambejnc.com.br/wp-content/uploads/2018/05/edicao-1330-pdf.pdf